Tenho sofrido poesia
como quem anda no mar.
Um enjoo.
Uma agonia.
Sabor a sal.
Maresia.
Vidro côncavo a boiar.
Dói esta corda vibrante.
A corda que o barco prende
à fria argola do cais.
Se vem onda que a levante
vem logo outra que a distende.
Não tem descanso jamais.
António Gedeão
Showing posts with label VIDRO CÔNCAVO. Show all posts
Showing posts with label VIDRO CÔNCAVO. Show all posts
Wednesday, 15 December 2010
Subscribe to:
Posts (Atom)