Devagar, devagar... A noite dorme
e é preciso acordar sem sobressalto.
Sob um manto de sombra, denso, informe,
o mar adormeceu a sonhar alto.
Devagar, devagar... O rio dorme
sobre um leito de areias e basalto...
Malhada pela neve a serra enorme
parece um tigre a preparar o salto.
E dorme o vale em flor.
Dormem as casas.Nenhum rumor.
Nenhum frémito de asas.
Nada perturba a noite bela e calma.
E dormem os rosais, dormem os cravos...
Dormem abelhas sobre o mel dos favos
e dorme, na minha alma, a tua alma.
Fernanda de Castro
Showing posts with label Fernanda de Castro. Show all posts
Showing posts with label Fernanda de Castro. Show all posts
Sunday, 27 June 2010
Subscribe to:
Posts (Atom)