Uma fatia de pão, um pedaço de toucinho, um punhado de azeitonas e um copo de vinho azedo, são ao que chega o salário que aos jornaleiros se paga pelo que comem os ricos às suas mesas repletas.
viciei-me em cigarros depois de amar,
em vinho ao jantar,
viciei-me em comprimidos para dormir,
em cerveja para poder rir,
viciei-me no céu nublado e nos raios de luz que me fazem chorar,
viciei-me nas árvores que cobrem o manto alpino da serra
nas noites sem luar,
nas praias sem mar.
cleansing my sins
forever have I been
waiting salvation on my knees,
drinking your blood, sacred flesh
kissing my lips,
and though I perish,
I will never leave the flock,
for I am impriosioned between the walls
of the quarter's parish.
ao longo do corredor estreito
comprimo-me e sonho contigo
num quarto de hotel com a luz a raiar p'la janela
em traços oblíquos de tinta rasgando o fumo
do cigarro denso que espessa o ar.
na porta do quarto número tal,
olhando para um lado e depois o outro,
bato os nós dos dedos e fulmina-me uma ferida
que o passado me cravou sem cicatriz à vista.
e o sonho esvai-se
quando o teu sorriso afinal é um grito.