Em Istambul, no pátio da prisão,
depois da chuva, num dia soalheiro de Inverno,
ao mesmo tempo que
as nuvens,
as telhas vermelhas,
os muros
e o meu rosto
tremelicam nas poças do chão,
assumindo
toda a coragem
toda a cobardia
toda a força
toda a fraqueza
que há em mim,
pensei no universo,
no meu país,
pensei em ti.
Nazim Hikmet
(Prisão de Istambul, Fevereiro de 1939)